No Curso serão abordados os seguintes temas:

 

Lift:

 

Qual momento utilizar

 

 

Térmicas:

 

Formatos

Indicadores

Zonas geradoras

Gatilhos 

Deriva

Alinhamento

Entrada

Giro

Saída

 

Rendimento:

 

Ciclo

Estágios do cross

Mapeamento

Transições

Linha

 

 

Segurança:

 

Fatores de risco

Pilotagem defensiva

 

 

Certificação:

Para receber o certificado do curso avançado o piloto deverá realizar no periodo de 1 ano

os seguintes voos:

 

 Realizar 3 Voos de 10 km

 Realizar 2 Voos de 15 km

 Realizar 1 Voo de 30 km

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Curso Avançado para piloto de Parapente

 

Rendimento - Performance - Segurança...

 

 

O voo de XC é o voo de longa distância:

 

Consiste em subir o máximo utilizando as térmicas para partir numa determinada direção procurando voar o mais longe possível. Trata-se, na minha opinião, da mais espetacular atividade permitida pelo parapente. 

A capacidade de subir uma térmica, deslocar-se perdendo altura até finalmente encontrar uma nova termal, subir novamente e assim sucessivamente até pousar no final do dia em algum lugar dezenas e até centenas de quilômetros de onde você estava, sem nenhum tipo de propulsão, é algo difícil de ser expressado em palavras. 

Muitas vezes quando você está voando nas térmicas, nem acredita que é possível conseguir fazer voos de longa distância. Então o piloto inicia o voo e as horas vão passando e as cidades vão ficando para trás junto com todo seu stress. Em dado momento, você está no meio do céu, a milhares de metros de altura, absolutamente sozinho, olha a sua volta e vê a grandiosidade de tudo que o cerca parando um instante para pensar “como é bom estar vivo e fazer parte desta fantástica natureza!”.

Não é nada fácil fazer voos de XC "Cross Country". A maioria dos pilotos passa praticamente toda sua vida de voador se aperfeiçoando para conseguir fazer um voo mais longo e sempre aparece alguém que consegue ir mais longe ainda. 

Recentemente consegui quebrar o recorde Capixaba que era de 147 km com um voo de 196,8 km, me preparei por 3 anos para conseguir realizar este feito. 

Um voo destes leva mais de 7 horas para ser feito; isto significa sete horas pilotando um parapente - atravessando lugares desconhecidos e absolutamente inóspito onde um pouso feito em um local de difícil acesso pode até significar a morte do piloto por falta de socorro.

É claro que ninguém sai por aí morrendo de tanto voar; esta situação representa aquilo de mais extremo possível proporcionado pelo esporte

 

 

Como Voar em Térmicas:

 

 

Para entender o comportamento das térmicas não basta só entender o seu princípio de funcionamento, é necessário integrar esse conhecimento com a atmosfera em que se deseja voar. Compreender as diferenças entre voar com vento forte, vento fraco, em regiões planas (flats), regiões montanhosas, voo com formação de cumulos ou voo no completo azul, é o diferencial do grande piloto e o desejo de muitos, para isso a ferramenta mais importante é o conhecimento sobre o comportamento das térmicas.

       Devido a sua natureza turbulenta e variável, as térmicas são o grande desafio nos voos de distância. Vou abordar os casos mais comuns em que as ascendentes térmicas se organizam, procurando exemplificar facilitando o entendimento.

       Nos dias clássicos de voo, onde o céu fica tomado de cumulos bem organizados é fácil deduzirmos gatilhos, fontes térmicas e assim encontrarmos as numerosas térmicas que estarão a nossa disposição. Em um sítio de voo temos as ferramentas para deduzirmos tais fenômenos, mas já perceberam que isso também ocorre nos oceanos e em desertos, onde haveriam gatilhos em tais locais, regiões planas e uniformes apresentando formação de nuvens? Estudiosos investigaram esses casos e chegaram a conclusão que uma região plana ao ser aquecida pelo sol, libera calor para atmosfera, semelhante a uma panela ao fogo com água fervendo. Os estudos apontaram um outro fator muito interessante, nessas regiões as térmicas desprendidas se organizavam sistematicamente como hexágonos, polígono de seis lados iguais, com cerca de 6 Km cada lado, logicamente apresentando variações de acordo com a intensidade do vento e a viscosidade do ar. A essa teoria foi atribuído o nome de Teoria do Hexágono.

      Essa teoria é muito difundida e explorada entre os pilotos de planadores e asa delta, muito pouco divulgada entre pilotos de parapente, todavia se usada corretamente apresenta excelentes resultados.

       A teoria do hexágono será o meu primeiro exemplo do comportamento das térmicas. Ela deverá ser aplicada em regiões planas com pouco contraste de solo, inicialmente procure usar a teoria em dias de pouco vento, pois com a presença de vento a teoria diz que os lados alinhados ao vento irão aumentar o seu comprimento formando os Cloud streets, os vértices identificam a posição dos cumulos e o centro os buracos azuis (descendentes), quando voando nessas regiões não se confunda achando que voar no azul é melhor pois o sol atinge diretamente o solo, lembre-se que uma térmica ao realizar o seu trajeto ascendente, a massa de ar circundante será descendente, nesse caso os buracos azuis. Procure cruzar os buracos azuis da forma mais rápida possível, tentando alcançar outro lado do hexágono, caso seja possível contorne-os. 

 

 

          

       Como regra geral os raios solares aquecem a terra e essa aquece o ar ao seu redor, cada corpo possui uma capacidade específica de reter calor, o ar circundante acaba por aquecer-se mais rapidamente ou vagarosamente, dependendo desse calor específico. Sabemos que o ar quente é mais leve que o ar frio e que o ar úmido é até 1.9% mais leve que o ar seco.  Assim quando uma massa de ar fica mais leve que outra, acaba por se desprender causando turbulência, pois o ar mais pesado passa a ocupar o lugar da massa de ar que subiu. Quando sobe, a térmica vai se expandindo e continuará a subir enquanto a sua densidade for menor que a densidade do ar em volta, sua razão de ascensão será maior quanto mais leve ela for.  Esse processo de formação de térmica é o mais elementar, conhecido como Formação de Bolhas. Numa situação ideal, em que o sol irradie diretamente uma região propícia a formação de termais, seriam necessários de 20 a 25 minutos para que fossem geradas as primeiras térmicas potenciais do dia. Algo próximo a esse exemplo podemos encontrar em áreas de altíssimo potencial térmico como em alguns desertos, em Quixadá, Aar (África do Sul) e outros.

      Ao explorar as térmicas em forma de bolhas temos que ter especial atenção, pois o aquecimento do ar por si só, não garante a formação de uma térmica, é necessário um gatilho. Nesse momento é que surge o “pulo do gato”. Quando voando com pouco vento, dificilmente o vento agirá como gatilho e desta forma a bolha vai sendo arrastada paralelamente ao solo até que encontre um gatilho, na maioria das vezes longe da área onde ocorreu o aquecimento. Assim quando voando  térmicas em forma de bolhas com pouco vento, esteja mais atento aos gatilhos em detrimento aos locais de aquecimento. Quando houver vento, na maior parte das vezes o próprio age como gatilho liberando as térmicas próximo a área onde ocorreu o aquecimento.

      Em regiões de grandes contrastes, muitas vezes o gatilho não se faz necessário devido as diferenças de temperaturas, nesses casos as térmicas são disparadas do mesmo local onde ocorreu o aquecimento e se o fluxo de térmicas for contínuo teremos as Térmicas em Forma de Colunas, que podem atingir a base de uma nuvem, sempre conectadas ao solo, esse tipo de térmica é mais resistente a deriva do vento, uma vez que estão conectadas ao solo.

     Uma térmica ao ser liberada poderá causar reações em sua área adjacente e por consequência liberar outros termais menores, chamados deTérmicas com Múltiplos Centros ou Fragmentos de Térmicas, nesses casos os termais menores tendem a derivar com o vento na direção do maior termal, reunindo-se todos os fragmentos junto a térmica principal. As térmicas com múltiplos centros apresentam duas fases distintas, a primeira fase é a fase da baixa altura, onde os núcleos estão derivando em direção a térmica principal e a fase da média altura onde todos os núcleos se encontram e ascendem com boa taxa de subida. Aproveitar-se dessa situação, principalmente durante a primeira fase, exige do piloto boa técnica de enroscada, pois estará dentro de um pequeno termal, com deriva significativa e a baixa altura. 

      As térmicas podem apresentar-se em vários formatos, elipse, ondas, bolhas, colunas , múltiplos centro e outros, toda essa teoria irá nos auxiliar a formar um padrão mental enquanto enroscamos uma térmica, evite ao máximo acomodar-se com a sua taxa de subida atual, mantenha a busca constante pelo miolo da termal. As térmicas possuem diferentes diâmetros, entretanto nosso velame aproveita com maior rendimento térmicas com diâmetro superior a 30 metros, que a uma velocidade de 36 km/h = 10 m/s , levaríamos 3 segundos para cruzá-las. Os números não são uma regra, são apenas parâmetros para facilitar o entendimento.                 

    Acordar pela manhã num fim de semana ensolarado e ver o céu tomado de cumulos bem formados a grande altura, é o retrato da mais pura felicidade para todos os praticantes do voo livre. Nem sempre essa será a nossa realidade, muitos dias de sol se passam sem a formação de uma só nuvem e muitos pilotos tem receio de fazer voos de distância sem a presença de nuvens. A formação de nuvem convectiva está associada a temperatura do ponto de orvalho, temperatura na qual o ar aquecido se condensa, se a temperatura do ar estiver muito distante da temperatura do ponto de orvalho, esse será um dia propício a não formação de nuvens, contudo ainda existirão as térmicas e essas ainda funcionarão sobre o mesmo princípio. Em dias sem nuvens devemos direcionar a nossa rota, de modo a passar sobre regiões com terrenos mais propícios a formação de térmicas e gatilhos, ou seja, nossa navegação será feita com referência no solo. Exercite bem esse tipo de voo, é o voo onde acumulamos mais conhecimento, pois é necessário acreditar naquilo em que não estamos  vendo.

 

 

Voando baixo:

 

O voo a baixa altura é uma realidade no cross country, desde que tenhamos um pouso disponível. É uma situação desconfortável, entretanto com o devido treinamento, podemos tirar o melhor dela.     

 

Muitos pilotos em voo a 300 metros de altura acham que estão fadados ao pouso, nesse momento a força do pensamento atua como uma bigorna e ele provavelmente irá pousar, pois não estará mais atento ao voo e sim fixado no pouso.


Quando estamos altos em voo é difícil identificar pequenos relevos, entretanto no voo a baixa altura eles são muitas vezes os salvadores do voo, é lógico que nada substitui  avistarmos logo a baixo um par de urubus rodando e subindo a 10 metros de altura.


A grande questão é como podemos aproveitar esses pequenos relevos e quais as vantagens eles podem nos oferecer nessas situações.


A busca de um termal, caso não exista um indicador como pássaros, nuvens e outros,  é  um processo de mapeamento da micro região, quanto mais alto estiver, maior será a área coberta. Esse processo de mapeamento deverá seguir uma ordem de grandeza, do terreno mais propício a formação de térmicas ao menos propício. Numa situação em que esteja perdendo altitude e necessite mapear uma área em busca de um novo termal para continuar o voo, procure voar sobre regiões mais propícias a formação de térmicas e nessas regiões procure fazê-lo sobre os pequenos relevos, utilizando as faces mais aproadas ao vento reinante, aproveitando os chamados lifts térmicos. Desta forma, aumentará sensivelmente as suas chances de encontrar um termal, caso os   relevos associados formem uma pequena cadeia de morrotes vai seguindo-os e ao chegar ao final não tendo encontrado algum termal,  considere retornar. Esses relevos próximos a depressões funcionam como um “caldeirão”, que com a ação do vento, todo o calor é deslocado para a borda e dai para o meio externo, posicionar-se sob esses relevos é como estar nas bordas desse caldeirão.

 

Nessa imagem percebam que os parapentes deslocam-se em direção as pequenas montanhas, percebam que o vento está “soprando” da cidade (área térmica) para a cordilheira, como estão com boa altura, terão a possibilidade de varrer uma área bem maior, a linha amarela mostra o trajeto de um parapente que percorreu boa parte da cordilheira e não encontrando nada retornou ainda escorado pela montanha para a direção da cidade, onde finalmente identificou um bom termal.

 

 

Durante a sua fase inicial de formação as térmicas ficam aderidas ao solo, entretanto possuem formato convexo e seu raio proporcional ao tamanho do termal, muitas vezes encontramos essas bolhas em formação quando voando a baixa altura. Nesse processo de formação a bolha de ar aquecida, vai lentamente descolando do solo até estar totalmente livre da sua influência, quando inicia efetivamente a sua trajetória ascendente, subindo inicialmente com grande potência, estabilizando e perdendo parte de sua ascendência com o aumento da altura. Imagine o piloto (A) a  200 m de altura, com uma razão de descida padrão para o seu velame -1.0 m/s, atinge 50 metros de altura com essa mesma razão, aos 20 metros de altura começa a perceber que o seu variômetro passa a indicar  - 0.1 m/s, nessa mesma hora o piloto (A) realiza um giro bem estabilizado, atuando o mínimo possível nos freios, procurando manter-se nessa área. Como a razão é de afundamento ele desce até 15 m, onde a razão estabiliza e torna-se ascendente + 0.2m/s, o piloto mantém-se  enroscando e começa subir, ao atingir 20 m novamente o quadro inverte-se, será uma questão de paciência até que a bolha descole do solo e inicie o seu trajeto ascendente. Nessas situações devemos estar bem concentrados, pois a essa altitude abandonar uma térmica, por menor que ela seja, poderá significar um pouso prematuro. Utilizei esses valores somente para ilustrar o exemplo.             

 

 

Este tipo de voo utiliza as bolhas de ar quente geradas pelo contato do sol com o chão que sobem por serem menos densas que o ar ao seu redor. 

As térmicas são como grandes tubos de ar quente subindo até se transformarem em nuvens cúmulos, aquelas que parecem tufos de algodão no céu.

Voar nas térmicas é mais difícil que voar no lift, pois diferente deste, não basta que haja vento e uma montanha, o piloto precisa “adivinhar” onde a termal está. Naturalmente, com a experiência, o piloto vai aprendendo a identificar possíveis geradores térmicos que são superfícies propicias a formação de térmicas como por exemplo: arados, pedras, asfalto e assim por diante.

O voo em térmicas é também mais difícil pois normalmente é mais turbulento do que o voo de lift, exigindo do piloto mais controle e mais atenção na pilotagem.

Por outro lado, o voo de térmica permite que o piloto suba centenas e até milhares de metros, chegando até as bases das nuvens e algumas vezes até entrando dentro delas.

É numa experiência única, que vai desde descobrir todas as sensações proporcionadas pelo espetacular ganho de altura, até a redução de temperatura, onde mesmo em dias muito quentes no nível do chão, o piloto pode encontrar temperaturas bastante baixas se subir o bastante. Mas o que mais pode ser feito depois que o piloto conseguiu subir dois mil metros e vê as casas lá embaixo como formiguinhas? É daí que deriva nosso próximo assunto...

 

 

O que fazer com as térmicas?

 

 Para aproveitarmos o máximo a térmica devemos voar no seu interior. Para isto devemos girar continuamente dentro dela, procurando não a perder, com o tempo aprenderemos a voar facilmente em seu interior aproveitando ao máximo a zona de maior subida. Como as térmicas não são perfeitas, devemos corrigir a trajetória do parapente continuamente, para nos mantermos no centro dela, onde se encontra a zona de maior ascendência.

 

 Como saber quando girar?

 

 Quando achamos uma térmica e possível que entramos de frente, então notaremos como a asa sobe equilibrada, sem tendência a curvas. Se girarmos imediatamente, com certeza sairemos dela, porque e necessário esperar uns 3 ou 4 segundos antes de iniciar a curva, que pode ser para direita ou para a esquerda ( se houver outras asas na térmica, devemos obedecer o lado que estão girando)

 

 

Núcleo:

 

 A térmica não sobe com a mesma velocidade em toda sua área. O centro sobe muito mais rápido do que suas extremidades. Podemos usar como exemplo um alvo, onde a numeração seria a velocidade de subida, no centro 5 m/s e nas extremidades 3 m/s. 

 

 

FONTES ENERGÉTICAS


-Fogueiras grandes , como canavial e florestas .. 10 ( atenção )
-Usinas e fabricas 
-Montanhas com face virada para o sol 
-Arado ensolarado 

-Relevo com pedras de pequeno porte 
-Relevo em formato de concha 

-Borda de Cidade (Observar deriva) 
-Contrastes provocados pelas sombras das nuvens 

-Contrastes entre pastos e plantações ou lagos
 

 

Fontes térmicas para serem usadas no fim do dia

 

Existem algumas estruturas ou materiais que acumulam mais calor , por exemplo cidades, retêm mais ar aquecido entre as casas e prédios e suas faces são verticais , ou seja aquecem relativamente mais a tarde , este calor será desprendido até mais tarde , logo que a atmosfera começar a esfriar , isto acontecera também com plantações mais altas , como milho e pode acontecer com um grupo de árvores mais isoladas. O granito é outro exemplo destas fontes tardias de calor que podemos aproveitar no fim do dia. Neste caso e assim como outros devemos pensar na condutividade do calor no material em questão, pôr exemplo a umidade e um grande condutor de calor e normalmente campos mais úmidos são melhores fontes de térmicas de final de tarde.

                               

 

Perfil Térmico do Dia – Ciclos

 


Como sabemos muito bem o dia térmico nasce com tendência à instabilidade, com um curto prazo para atingir o ápice, e evolui rumo à estabilidade após as 13h, com um prazo maior para atingir a estabilidade generalizada.
O que muitos às vezes não abstraem desta percepção é que os ciclos térmicos são fortemente afetados dentro desta curva de instabilidade com um perfil padrão. Não muito regular, mas padrão sim senhor.
Este modelo, apesar de ajudar a realizar o cenário prático em voo, é bastante simples por se tratar de uma constatação também de fácil compreensão, uma vez observado assim com o esquema.


O que costumo dizer aos pilotos no curso XCb é que é preciso se posicionar em voo se imaginando no tempo e espaço em relação à curva de instabilidade. Se o piloto decola por volta das 10h da manhã, irá encontrar térmicas com intensidade de energia e indefinição de movimentos. Os ciclos costumam ser curtos, irregulares e bicudos, o que caracteriza normalmente um voo ralado e turbulento. Observem que o modelo sugere ângulos agudos e dimensão pequena no ciclo de vida da térmica.


Outra observação importante é que o intervalo entre os ciclos é um pouco mais curto neste horário antes das 12h.
Quando o piloto decola por volta das 10h da manhã, desconsiderando voos na região nordeste e norte, eu sempre recomendo que o piloto entenda que o objetivo é se posicionar bem para o início dos ciclos mais produtivos, que irão ocorrer por volta das 13h.

 

A estratégia é de sobrevivência e afastamento da rampa, para pegar o início da condição mais produtiva o mais longe possível. O que ocorre é que muitos pilotos não se dão conta do cenário da curva de instabilidade e já decolam pensando em sair para o XC com uma postura padrão que ainda não é adequada com o dia mais cedo e não maduro ainda.


Após as 13h, o dia atinge o seu ponto culminante de potência térmica e é hora de o piloto mandar bala para fazer muitos km. Nesta fase do dia o piloto pode tanto aproveitar as derivas quanto pode arriscar um pouco mais e ficar baixo confiando nos ciclos um pouco mais previsíveis e constantes.


Outra atenção fica por conta da postura de voo na parte final, decadente, do dia, que costuma ocorrer após as 16h. O piloto também deve se flexível e adaptar sua postura para esta fase específica do dia.


Após as 16h normalmente já temos um teto bem mais alto em relação ao início do dia e também já temos fontes térmicas ativas com uma maior distância uma da outra, podendo ainda ter regiões sombreadas e já sem calor. Zonas mortas!!!


A postura mais adequada para este horário do dia é usar cada térmica como se fosse a última. Deve-se subir rápido e usar a ascendente até o ponto máximo possível. Só não vale ficar na térmica mais tempo que o necessário, se o piloto tiver fortes indícios de fontes ativas mais à frente. Se a pista não for muito forte, melhor ficar até a última subidinha.

 

 

Avalie sem as informaçoes concretas, tipo: nuvens, aves ou outros pilotos subindo à frente. Nesta situação, é preciso entender que, quanto mais perto e mais baixo for o referencial de subida, mais cedo se pode tirar para o local e, quanto mais longe e mais alto o referencial de subida estiver, mais altura você terá que ter para atingir o local desejado.


Apesar de parecer meio óbvio, muitos pilotos ainda só tiram na base da nuvem e isto, apesar de dar uma sensação de segurança para a continuação do voo, acaba limitando a velocidade do voo. Um piloto rápido não perde tempo. Ao ter sinais à frente, já se prepara para dar o próximo passo e o faz sem vacilar.


Outra dica importante é o piloto não parar no meio do caminho numa tirada planejada. A única justificativa para se parar no meio de uma transição planejada é encontrar uma térmica com intensidade superior à média utilizada durante o voo. Caso contrário, aproveite a sua altitude voando na melhor linha para o seu ponto observado.

 


Lembre-se que velocidade em XC não é uma questão de acelerador e sim de objetividade de navegação e minimização da perda de tempo. 
 

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